segunda-feira, 16 de novembro de 2009

DEVANEIOS EM SÉRIE

Ela parecia confusa, mas na verdade ela era exatamente daquele jeito.

"Estranha!" uns diziam... mas era a materialização da sinceridade...

Um pouco reticente, paranóica e totalmente sem noção do seu lugar no mundo!
O que fazer quando todos os caminhos a levam pra lugar algum?
Ela não sabia as respostas, mas também, nunca as procurou!
Gostava de perguntas e vivia delas!!

Gostava de "gostar"... vivia para sofrer, sorrir, sentir, se apaixonar!
Gostava de ser passional e racional, por mais paradoxal que isso possa parecer.

Entregava-se de corpo, alma e coração a qualquer coisa que tomasse seu tempo.

Tinha medo do tempo, se passava rápido achava que o tinha desperdiçado, se passava lentamente, tinha medo de que ele nunca acabasse!
Enfim, preferia não usar relógio.

Ela sentia-se dona de si, dona de nada, dona do mundo!
Gostava de sonhar com um passado que jamais viveu... e desejar um futuro sem chances de acontecer.
Irritava-se com facilidade.
Pensava pequeno para jamais cair do alto de seus pensamentos...
Sentia-se só no meio da multidão, e alegrava-se com a solidão... estranha!

Gostava de chorar até soluçar e rir até perder o fôlego... sim, estranha!

Ria de si mesmo, falava sozinha, compunha canções que jamais saíam de sua cabeça.
Conversava com o vento, divagava sobre o tempo, sorria com o temporal!

Ela, só ela, sabia o que cada coisa no seu "infinito particular" significava...
Encantava-se com a mesma facilidade de uma criança.
Tinha dificuldades de demonstrar sentimentos, afetos, afagos... estranha ela era.

Estranha... sou eu!!!!


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

TOCANDO EM FRENTE








"Ando devagar porque já tive pressa, e levo esse sorriso porque já chorei demais..."





É com essa canção, famosa na voz de Almir Sater, cujo nome é também o título desse post, que eu inicio esse relato.

Andar devagar sempre foi uma coisa que eu não fiz. Nunca dei passos lentos, e também não costumo esperar as coisas acontecerem para tomar uma atitude... até hoje!!
Acredito que agora eu aprendi a andar com mais calma, esperar a situação se ajeitar, deixar cada coisa no seu lugar... depois eu tomo a decisão do que fazer.
Se vou acertar ou não, deixa que o destino tome conta disso.

Acho que to vivendo uma fase estranha da minha vida. Num papo muito sincero com um amigo , ontem, percebi que talvez eu esteja meio pra baixo, meio triste. Ele que me atentou pra isso. Disse que eu parecia meio depressiva, talvez por conta da proximidade do meu aniversário.

Ahh os aniversários, eu sempre me dividi, esses anos todos, entre o medo da velhice e a emoção dos presentes e das mordomias que esse dia nos permite. Mas, quanto mais velha fui ficando, a emoção foi diminuindo e o medo aumentando.
Tudo isso porque eu sei bem que o lugar que eu gostaria de estar quando completasse 24 anos não é esse!

As pessoas costumam dizer que eu pareço mais nova e tenho cara de garotinha. Talvez eu goste dessas coisas. Mas só eu sei a bagagem que carrego comigo, só eu sei as experiências que vivi, e a maturidade que tenho. Às vezes eu tenho vontade de jogar tudo pro alto e viver algo do tipo "living la vida loca" e às vezes eu tenho vontade de arrumar um namorado que me peça em casamento e ir viver numa casinha linda, nós, nossos cachorros e os 5 filhos que teremos juntos. Numa realidade bem mais possível, eu gostaria de juntar um pouco dos dois, assim viveria de forma bem mais equilibrada.

O que eu venho buscando a cada dia que passa de forma cada vez mais voraz, é viver de forma sensata, agregando apenas as coisas que me fazem feliz. Mesmo que eu tenha medo de envelhecer, medo de ser sozinha... o melhor que eu faço é me tornar a pessoa que eu desejo ser, e o dia que isso acontecer vou ter a certeza que o medo de envelhecer não estará mais dormindo ao meu lado.

Enquanto eu não me torno aquela pessoa que eu tanto almejo... eu tento pacientemente tocar em frente... e sei que isso, pelo menos, a maturidade me permite!!