Ela parecia confusa, mas na verdade ela era exatamente daquele jeito.
"Estranha!" uns diziam... mas era a materialização da sinceridade...
Um pouco reticente, paranóica e totalmente sem noção do seu lugar no mundo!
O que fazer quando todos os caminhos a levam pra lugar algum?
Ela não sabia as respostas, mas também, nunca as procurou!
Gostava de perguntas e vivia delas!!
Gostava de "gostar"... vivia para sofrer, sorrir, sentir, se apaixonar!
Gostava de ser passional e racional, por mais paradoxal que isso possa parecer.
Entregava-se de corpo, alma e coração a qualquer coisa que tomasse seu tempo.
Tinha medo do tempo, se passava rápido achava que o tinha desperdiçado, se passava lentamente, tinha medo de que ele nunca acabasse!
Enfim, preferia não usar relógio.
Ela sentia-se dona de si, dona de nada, dona do mundo!
Gostava de sonhar com um passado que jamais viveu... e desejar um futuro sem chances de acontecer.
Irritava-se com facilidade.
Pensava pequeno para jamais cair do alto de seus pensamentos...
Sentia-se só no meio da multidão, e alegrava-se com a solidão... estranha!
Gostava de chorar até soluçar e rir até perder o fôlego... sim, estranha!
Ria de si mesmo, falava sozinha, compunha canções que jamais saíam de sua cabeça.
Conversava com o vento, divagava sobre o tempo, sorria com o temporal!
Ela, só ela, sabia o que cada coisa no seu "infinito particular" significava...
Encantava-se com a mesma facilidade de uma criança.
Tinha dificuldades de demonstrar sentimentos, afetos, afagos... estranha ela era.
Estranha... sou eu!!!!
